Ontem, no Dia dos Namorados, o meu Mabides foi o maior. Não me levou a jantar, nem me deu flores, nem me levou para nenhum motel, nem me ofereceu nenhuma prenda. A prenda, eu até agradecia porque há tanta coisa que preciso mas, o resto dispenso. Não gosto muito de “obrigações”, de ter de ser “um dia especial”. Detesto, expectativas. Os nossos aniversários de namoro correm sempre catastroficamente e por isso prefiro que, que estes dias, que tem o peso de ter de correr bem, só aconteçam uma vez por ano.Assim, este ano, o meu namorado, celebrou o dia de outra maneira. Conseguiu colar-me uma pastilha elástica no cabelo e confessou-me que acha que eu sou a maior Barbie que ele já conheceu. Ora eu gostei e gostei muito! O episódio da pastilha teve tanto de insólito como de divertido. Foi engraçado ter acontecido um dos incidentes a evitar neste dia.
A parte de me chamar Barbie ainda foi mais proveitosa. Aliás, para mim é precioso que ele já tenha percebido isso para evitar surpresas. Até já o apanhei a fazer o inventário da minha casa de banho, por isso está tudo “preto no branco”. Impossível haver dúvidas…
Ultimamente, tenho sido acusada de ser materialista por amigos e familiares e agora pelo “respectivo” também. Depois descubro que alguém se propõe a fazer uma viagem de Lisboa a Dakar com 1000 euros. Tudo isto me leva a pensar onde ia ou o que fazia com mil euros…
1º- Se os quisesse gastar todos de uma vez e ainda ter de desembolsar mais, comprava já o meu bilhete de avião para Bangkok.
Mas se quisesse ter prazer consumista durante mais tempo…
- Comprava o meu perfume da Prada que está nos cascos… (82 €)
- A biografia do Nelson Mandela, que ninguém me oferece… (38 €)
- Um saco de ração de cão para entregar no Midas… (25 €)
- Um dia no “The SPA” no Sheraton… (270 €)
- Raptava o meu respectivo para um almoço no Ourigo… (60 €)
Tinha de lhe levar uma prenda e como gosto de o ver feliz e entretido, dava-lhe a PS3… (por volta dos 400 €)
Os restantes 125 €, davas-lhe um destino mais duradouro, punha-os na minha poupança reforma. É que eu gosto de gastar mas, “isto está muito mau”…







