sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Casco de Cavalo

A campanha da Popota foi cancelada! A sério, que fiquei mesmo na merda! (primeira asneira do blog). Estava a gostar daquele ambiente da Tv, as pessoas são simpáticas, o trabalho é muito fácil e nada cansativo. Num país de valores invertidos, não é preciso ser-se uma pessoa importante para aparecer na Tv, desde que lá se apareça já se é um VIP! Não vou estar aqui a discutir o conceito de “pessoas importante”, até porque confio no bom senso de quem me lê para distinguir a Clara Ferreira Alves do Marco, participante no Big Brother.
Hoje estou aqui para vos falar do mundo feminino.
Sou adepta de umas mãos bem arranjadinha, obrigo-me a ter as extremidades do meu corpo sempre impecáveis (mãos e pés), não há cá unhas roídas, pele seca, verniz com 15 dias e afins… Para isso, preciso de ter umas unhas fortes! Vou ser sincera, perco bastante tempo a aplicar cremes, mezinhas e vernizes endurecedores. Na busca eterna por um cuidado cada vez maior, prometeram-me o impossível: unhas Casco de Cavalo! Eu sei que não precisava de tanto, mas pergunto a qualquer leitora feminina, se vos prometessem umas unhas fortes como cascos dos cavalos vocês não cediam? Tenho a certeza que se esqueciam do nome assustador do produto e compravam!
Eu comprei!
E vocês, meninos, se vissem a vossa amiga/namorada a aplicar um verniz com o nome “Casco de Cavalo”, entravam em pânico e tentavam fugir antes de levar um coice?

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Atingi o topo da minha carreira

YouTube - Popota


Bem vindos ao blog da Popota!


Depois de 6 anos como promotora, hospedeira, modelling, distribuidora de folhetos (no inicio de carreira claro!), relações públicas e etc, a minha carreira de “faz-tudo” ou de “habilidosa”, como carinhosamente lhe chamo, está a chegar ao fim. Corri milhares de congressos de médicos, tive o privilégio de ser RP na inauguração da Casa da Música (com um ordenado que na altura já achava milionário), distribui quilos de comida (estes eram o que mais gostava!), lancei dezenas de perfumes e impingi milhares, promovi sorteios, fui menina da Nespresso, tive oportunidade de participar em eventos que nem precisavam de me pagar para eu lá estar, conheci muita gente, tive a oportunidade de perceber cada método de trabalho. Aprendi a lidar com o povão! Agora que me vou retirar, para fazer alguma coisa mais concreta, atingi o topo da carreira!!
Por uns magníficos 40 euros por minuto, num lance de transformismo, visto-me de Popota do Modelo para estar ao lado da Sónia Araújo no seu programa da manhã.


Não há melhor maneira para se terminar uma carreira, pois não?

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

O destruidor de sonhos

Pois é! Tem este ar todo queridinho mas é um destruidor de sonhos! Tudo começou com a pergunta:
"Queres ir ver o jogo da Selecção contra a Finlândia?"
E eu: "Claro!" Há muito tempo que tinha aprendido a máxima: "Se não podes vencê-los, junta-te a eles". Eu nunca gostei de futebol, mas depois de tantas discussões, dei a mão à plamatória. Assim, decidi fazer um esforço e ver aquela porcaria pelo menos uma vez na vida. Até podia gostar! A verdade, é que gostei e muito! Por isso, esta proposta de ver a Selecção era ouro sobre azul!
Para assistir ao jogo enfrentei as dores de cabeça da minha constipação, o metro carregado de gado com um cheiro a gente de fazer desmaiar os mais sensíveis. Mas não me queixei, aguentei firme, afinal "ia à bola". Até que o Mabides remata com esta frase: "Cheiras bem!". Ora, é natural! No meio daquele cheiro nojento, umas gotas de perfume fazem toda a diferença!
Chegámos ao estádio, mostrámos os nossos bilhetes, que a mim até me pareceram mais evoluídos do que os dos outros adeptos, afinal eram uns cartões de plástico (tipo multibanco) e os outros eram de papel. Mas, caros leitores, aqueles bilhetes não eram de todo para ver a selecção, eram para ver os jogos do Porto. Que ultraje! Eu como benfiquista, nunca na minha vida ocuparia um lugar no Dragão se não fosse para apoiar os vermelhos!!!
A desilusão foi total! Este senhor aqui da foto, esteve para deixar as imediações do estádio sob escolta policial quando teve a coragem de sugerir que fossemos ver o jogo do Porto no próximo fim de semana que jogasse em casa! Há tipos com coragem!
Daqui, tiro a minha lição: os homens não são de confiança nem para ir ao futebol!!!

terça-feira, 20 de novembro de 2007

A minha cadela


Há muito tempo que pensava escrever um post sobre a minha cadela mas sempre pensei que seria ridículo e não interessaria nem ao menino Jesus. No entanto, no sábado apanhei um valente susto quando acordei, e a minha casa parecia o cenário de um filme de terror. Tinha sangue até nas paredes… Belo acordar para quem tinha chegado de gatas a casa na noite anterior. Não vou contar toda a história porque não é relevante, o que interessa é que com isto, resolvi escrever um ensaio sobre ela e a sua história.
Como em qualquer história tinha de começar pelo inicio mas a verdade é que não conheço o inicio! No final do verão de 2002, fiz uma visita à Sociedade Protectora dos Animais e levei um abalo de realidade ao confrontar-me com cerca de mil cães enfiados em canis sem grandes condições, alimentados a arroz com frango e dependentes da boa vontade de meia dúzia de senhoras. Por entre todas aquelas “jaulas” via-se os seus ocupantes num estado miserável, agrupados em nichos de decadência à razão de cinco por compartimento.





A minha escolhida estava deitada de patas cruzadas, vivendo em comunidade com um Shar Pei visivelmente incomodado com aquela situação e mais três cães hiperactivos. Diferenciou-se deles pelo ser ar descrente de quem já não acreditava sair dali de maneira alguma.

Estava decidido! Era aquela! Se calhar quis-lhe mostrar que ela estava enganada…

Abri a mala do carro, ela entrou sem hesitar, levei-a ao veterinário. Tinha partido uma pata que tinha cicatrizado mal tornando-a manca para toda a vida. Sim! Levei para casa uma 100\120! No inicio tive medo dela, não tinha qualquer reacção a nada, deambulava pela casa num apatia total, não mostrando qualquer sinal de afecto por ninguém. Podem não acreditar mas só passado um ano começou a demonstrar alegria por me ver, aprendeu a brincar e descobriu que roer ossos até podia ser fixe. Senti que com o tempo foi saindo daquela mundo que era só dela.

Hoje, passados 5 anos de convivência, finalmente comporta-se como um cão! Quando me vê, como qualquer canino quando vê o seu dono, vê Deus!

Apesar de não saber nada sobre a vida dela, com o tempo fui aprendendo muitas coisas a seu respeito, entre elas:

* Bebe água da sanita quando pensa que eu não estou a ver;
* Adora comer gelo (disto só me apercebi quando estava a tirar gelo para a minha Coca-Cola e ela apanhou um cubo que me tinha caído)
* Ela mostrou-me que a minha cama não é minha, mas sim dela. Ela é que me faz o favor de me dar um cantinho para eu dormir;
* Também é ela que me mostra quando já estou há muito tempo no PC. Chega aqui e começa a tirar-me a mão do teclado com focinhadas;
* O cheiro a presunto consegue despertá-la dos seus sonhos mais profundos;
* Quando tento levá-la à rua às sete da manhã, ela manda-me ir a mim sozinha porque ainda está com sono;
* É ela que espera as pessoas à porta de casa;
* Se trago outros cães cá a casa, sou fulminada com um olhar reprovador que interpreto como um: “Houve lá quando é que estes selvagens saem aqui de casa? Tás-te a passar? Não quero estes arruaceiros aqui!”
* Deitar-se no chão está fora de questão, tem que ser um sítio fofo mas, se for para ficar a ver-me comer, um tapete já lhe consegue encher as medidas;
* Quando passa meia hora a lamber a tigela da comida, interpreto-o como um. “Houve lá, não chove mais nada? Foste-me buscar ao canil para vir para aqui passar fome?”

Fico-me por aqui porque não quero cansar os meus queridos leitores. Estas histórias só têm piada para donos babados.

A mensagem que quero aqui deixar, passa por vos dizer que adoptar um cão foi das experiências mais compensadoras que alguma vez tive. Mesmo desconhecendo a sua história e imaginando que já deve ter passado por muito, fico realizada por saber que comigo foi um cão feliz. No entanto, fica sensação que ela me deu muito mais a mim do que eu a ela…

domingo, 18 de novembro de 2007

Ainda falta...

Para quando um copo com este tipo!? Nunca mais chega dia 5 de Janeiro!! Já estou farta de estar aqui!
Aproveito para dizer a quem gosta de acompanhar o meu blog que toda a minha viagem à Austrália vai ser relatada aqui no blog... espero que acompanhem!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Snowtrip


Cheguei a Genève com a intenção de conhecer a cidade, jantar num restaurantes engraçados, babar nas montras das lojas e apanhar um bocado de frio a sério. O destino nunca me atraiu muito mas a Easyjet ofereceu-me um preço que convencia qualquer um. Lá fomos nós para Genève num avião cheio de parolos que fazem do embarque a batalha de Aljubarrota com direito a padeira e tudo! Como não sou muito territorial, deixei o “tuguinha” entrar entre encontrões e cotoveladas.
Mas para esperto, esperto e meio, mal nos sentámos ocupamos três lugares! Sim porque eu gosto de ir com a pernoca estendida ao comprido para não ganhar varizes… iPod, revistinha, o acompanhante ainda nem tinha apertado o cinco e já roncava, o meu hotspot estava estabelecido! Claro quando aterrámos o aplauso da praxe aconteceu!
Não ia preparada para grandes escolhas mas quando chegámos fizeram-nos a derradeira pergunta:
“Querem conhecer a Suíça ou aprender a fazer ski?”
Aquilo não era uma pergunta inocente, a resposta implicava andar dez dias aos trambolhões ou andar a passear comodamente de cidade em cidade a espalhar as vistas e a cultivar-me.
Desta vez mandei os museus, as lojas, as fotos, os passeios para o ar e fui aprender a gostar de mandar valentes tombos de rabinho na neve. E foi mesmo assim…
Alugámos o equipamento, seguimos para Avoriaz ao som Kanye West, ficou para sempre na memória aquelas paisagens fabulosas ao som de “Diamonds from Sierra Leone”.
Depois de muitas descidas de rabinho, o “sku” parecia ser um talento intrínseco! Com isso aprendi a rir-me de mim própria com um à vontade desconcertante…
Depois de muitas descidas vertiginosas feitas de rabo e quedas monumentais aprendi o significado do que me diziam: “TRAVA EM CUNHA!!!” E quanto mais quedas e dores (aquelas botas são um tormento nos primeiros dias!!) mais queria aprender!! Estava viciada e quando lhe apanhei o jeito ainda foi pior!
Da Suíça só conheci o famoso lago Léman e o Museu Patek Phillippe mas ficou o vício da neve, do vinho quente e do vento a trespassar-me a cara…

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Nem relativizando...

Ao longo destes anos a viver comigo própria aprendi uma técnica para contornar os meus "achaques" de ansiedade, é quase uma terapia do desespero para utilizar em situações limite. Hoje foi um dia para a terapia ser utilizada. Ansiosa com o exame de Economia Portuguesa, sentia que se não corresse bem a minha vida estava acabada (uma situação limite imaginária portanto). Mas o que interessa é que desta vez nada parecia funcionar, não me cansei de me dizer:
"Tens uma vida fabulosa... cheia de amigos inteligentes... viajas como gostas... atinges todas as tuas metas... tens uma vida amorosa fantástica... não passas fome... fazes o que queres a que horas queres... tens o amor incondicional do teu cão... não te falta nada minha burra! O que importa um exame no meio disto tudo?? vais morrer por causa disso? já pensaste na desgraça que assistes todos os dias? já pensaste quantos dariam o cúzinho e um tostão para levar a vida que levas? Relativiza estúpida!!"
De repente, na estrada, um homem deitado atropelado... "Preferias isto, ó mal agradecida?"
Aquilo não estava mesmo a resultar, naquele momento preferi ser atropelada... Já não conseguia olhar-me por cima de mim própria. Estava a ser impossível afastar-me da minha situação por forma a analisá-la e perceber que comparada com tantas outras é meramente insignificante. Só pedia alguma coisa que me teletransportasse para longe do centro da minha ansiedade, nem que fosse trágica! Estava tão desesperada que nem sabia o caminho da faculdade, não parava de pensar que me faltava alguma coisa, um código, um decreto-lei, uma máquina de calcular...
Felizmente o resultado foi a vitória com treze valores... mas tenho de pensar numa nova técnica, esta está obviamente viciada!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Hora dos Porquês



A verdade é que não consigo estar afastada daqui muito tempo e durante o estudo entre a diferença entre a sucessão legítima e legitimária outras questões foram suscitadas. Após 24 anos de nacionalidade "tuga", estou cheia de dúvidas existênciais. Estes anos de convivência nacional levantaram, perguntas sem resposta, que me parecem, no mínimo pertinentes. Assim se alguém me quiser ajudar, aqui ficam algumas das minhas mais íntimas questões:

*Porque é que ninguém dá um Strepsil ao Olavo Bilac?
*Porque é que todos os portugueses vão passar o Natal "à terra"?
*Porque é que o Santana Lopes e o seu compincha Durão Barroso pensam que os portugueses sofrem de amnésia?
*Porque é que a visita a um hospital português me dá sempre a sensação que estou num matadouro e que ainda vou sair de lá pior? (viva os seguros de sáude)
*Porque é que os condutores portugueses andam sempre na faixa da esquerda mesmo quando não estão a ultrapassar? (eu optei por ultrapassar pela direita, não me chamem de assassina ok!)
*Porque é que no Domingo à tarde todo o Tuga foge, em bando, para a beira-mar para um passeio de carro a 20 Km\h? (eu trabalho ao Domingo!)
*Porque é que um voo Portugal-Suiça é tão assustador? Também aquele cheiro a chouriço, queijo e bacalhau me intriga...
*Porque é que sempre que há um buraco numa rua são chamados dez homens para estarem na amena cavaqueira a olhar para o cromo que está a trabalhar?
*Porque é que o Tuga leva os filhos para o Ikea se os putos nem sequer sabem segurar na fita métrica e a única coisa que os anima é roer os móveis que estão em exposição? Deixem os castorezinhos na "Floresta Encantada"! Ainda relativamente ao drama familiar tuga ;
Porque é que as mães Tugas gostam de mudar a fralda aos "meninos" em cima das mesas da praça da alimentação do Shopping enquanto os familiares se regogizam de terem um grande cagão na família?
*Porque é que o Manuel Luís Goucha se veste com tecido de cortinados?
*Porque é que o Tuga gosta de dormir no carro numa tarde solarenga?
*Porque é que temos atletas campeões do mundo mas o Cristiano Ronaldo é que é o maior?
*Porque é que o Tuga adora um bom drama? Porque é que se for um acidente rodoviário com 40 viaturas todas engatadas umas nas outras, o Tuga para sem pensar que atrás pode vir alguém nada interessado na desgraça alheia?
*Porque é que todo o Tuga têm um telemóvel topo de gama ou mesmo dois mas vive num barraco social?
*Porque é que o Tuga continua a fazer Tunning num Opel Corsa?
*Porque é que o objectivo de todo o Tuga é viver do subsídio de desemprego ou invalidez? Será que todo o Tuga acalenta o sonho de ser inválido?
*Nos milhares de acções de promoção que fiz continuo a perguntar-me até hoje porque é que o Tuga fica louco quando vê alguém a dar alguma coisa? O Tuga vêm pedir mas não pede só para ele. Ele pede para o avô, a avó, a madrinha, o pai, a mão, "o cãozinho" e "já agora para mim que ainda não levei".

Bem, estas são só algumas das minhas dúvidas, talvez um dia volte à temática. Se alguém me conseguir esclarecer, agradecia imenso! Mas, mais do que estas simples perguntas, uma maior se "alevanta": SERÁ EM TODO O LADO ASSIM?

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Afastamento forçado!

Peço desculpa a quem gosta de ler o que escrevo (são poucos mas muito muito muito bons!!!!) mas a minha vida está uma agitação. A dois meses de partir para a minha big trip e com três cadeiras para terminar o curso não sobra muito tempo para escrever!

(é esta imagem das Whitsundays que me inspira para continuar a estudar a secante matéria de Dto Penal, Dto das Sucessões e Economia Portuguesa)

Espero que me continuem a acompanhar. Beijinhos e obrigada por todos os comentários!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

PALHAÇO!!!!

O cachorro que morreu de fome em nome da "arte".

O que há de vanguardista em amarrar um cachorro doente na parede de uma galeria e deixá-lo morrer de fome em nome da, humm, "arte"?

Guillermo Vargas Habacuc, um costarriquenho que "afirma ser um artista" criou uma instalação intitulada "Exposición N° 1", em uma mostra realizada na Galeria Códice, localizada em Manágua, capital da Nicarágua. Ao som do hino sandinista tocado ao contrário, os visitantes deparavam-se, na entrada da exposição, com uma frase na parede ("eres lo que lees") cujas letras eram formadas por comida de cachorro.

Logo adiante, os visitantes eram surpreendidos pela secção mais polémica da instalação de Habacuc: um cachorro enfermo, que teria sido capturado nas ruas de Manágua, preso em um canto da galeria. Segundo o "artista", a sua obra representava uma homenagem a Natividad Canda, um nicaraguense morto recentemente devido a um ataque feito por dois cães da raça rottweiler. Justificou, desta maneira, a captura de um cachorro indefeso e doente, que também recebeu o nome de Natividad. Que não recebeu nenhum auxílio veterinário, não foi alimentado e, apesar dos pedidos de vários frequentadores da exposição para que fosse solto, permaneceu amarrado até o dia seguinte à inauguração da instalação, quando morreu de fome diante dos olhares dos espectadores.

Diante da polémica que certamente desejava causar, Guillermo Vargas Habacuc afirmou: "O importante para mim era constatar a hipocrisia alheia. Um animal torna-se foco de atenção quando o ponho em um local onde pessoas esperam ver arte, mas não quando está no meio da rua morto de fome". E arrematou: "O cachorro está mais vivo do que nunca porque segue dando o que falar".

Habacuc é um dos artistas selecionados para participar da edição de 2008 da Bienal Centroamericana de Honduras. Porém, uma petição online circula solicitando que a indicação de Guillermo Vargas para a Bienal seja revista. Faço minhas as palavras de Rosa Montero: "não seremos capazes de respeitarmos a nós mesmos se não respeitarmos os demais seres vivos".
*Este texto não é meu, apenas sofreu umas modificações que me pareceram necessárias. Não coloco fotografias deste cachorro nem consigo comentar o que me horrorizou.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Insólito em Carmel

Em Carmel, onde Clint Eastwood foi Mayor, ter quatro patas é melhor que duas.
Na terra dos puppy pin ups, todos os cães tem o seu dia. A sua entrada não é vedada em nenhum espaço, sendo welcome em qualquer loja ou restaurante. É o verdadeiro dogs rule!!
Nesta cidade da Califórnia em cada canto existe uma loja de animais com o seu cabeleireiro frequentadas por canídeos vestidos e penteados como se de pessoas se tratasse.
No centro deste cenário encontrei as situações mais caricatas, entre elas a deste fotogénico Teckel.
Estava eu a bisbilhotar a loja da Louis Vuitton quando ao virar-me desatentamente deparo-me com este "canito" de olhar curioso pousado em mim. Não esperei mais, procurei a máquina fotográfica e disparei sem que os respectivos donos se apercebessem (é que no nosso país à beira mar plantado os cães andam no chão e muitas vezes a toque de biqueiro).
Esta "salsicha" simpática deixou-se fotografar orgulhosamente e eu, qual campónia vinda das berças, feliz da vida!!!
Disparadas as fotos, imaginei a minha galgo espanhol de perna bem longa acomodada num carrinho para cães...
O consumismo é uma doença contagiosa!
P.S.- Já que se fala de cães, aconselho uma leitura atenta a um brilhante texto que encontrei na blogosfera:

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

As madrugadas dos tugas





Anda-se a passar na TV portuguesa um fenómeno que me parece alheio à blogosfera, assim venho por este meio prestar o meu servicinho de interesse público. O que vos quero deixar aqui é muito grave, os dois maiores canais de televisão portuguesa andam a fazer uma efectiva lavagem cerebral aos portugueses. Das três da manhã às quatro é emitido na televisão, o que eu diria, ser a miséria da programação da televisão nacional, talvez ficando atrás, da “Família Superstar” e daquele dos casamentos que prezo não conhecer o nome ao certo…
O formato destas duas pérolas, o “Toca a ganhar” e o “Quanto o telefone toca” (tenho orgasmos múltiplos), passa por ter, cerca de meia dúzia de apresentadores (um de cada vez graças a Deus) a “encher chouriços” durante uma triste hora, dizendo disparates de todo o tamanho através de impressionantes calinadas na língua mater. Na TVI, as apresentadoras esforçam-se por se colocar em frente às câmaras em posições que revelem o melhor das suas silhuetas, implorando com gritos histéricos aos telespectadores (desequilibrados pelas insónias, naturalmente) que liguem para ganharem umas centenas de euros. Às vezes, o desespero é tanto, que as meninas, por entre goladas de água, conseguem guinchar ainda mais alto dizendo que daquela vez, o valor da resposta vale o dobro. Mas, aqui confesso, que também eu, numa noite de insónias e, sem companhia, quase me deixava levar por aqueles “berros da sereia”… mas um laivo de razão demoveu-me… (obrigada paizinho e mãezinha por terem investido na minha formação intelectual)
Mas quando eu pensava que pior era difícil, mudei de canal, e a Sic, generosamente, brindou-me com um espectáculo ainda mais deprimente. O Quimbé, apresentador desta vergonha, também estava a “encher chouriços” durante a mesma hora. Agora, caro leitor, a diferença entre o Quimbé e as “meninas bonitas da TVI” reside na sua total ausência de beleza e pior no estilo de apresentação a fazer lembrar o João Baião no saudoso Big Show Sic. Ora, tendo em consideração o avançar das horas em causa, estou convencida que os efeitos desta “excelente programação” se vão fazer sentir a qualquer momento. Por favor, acautelem os mais pobres de espírito…

sábado, 13 de outubro de 2007

Alcatraz - "The Rock"


“You are entitled to food, clothing, shelter, and medical attention. Anything else you get is a privilege”

Nº5, Alcatraz Prison Rules and Regulations, 1934


Faz hoje um ano que experimentei Alcatraz. Não foi uma experiência agradável mas vivia por isso quero contá-la. A ilha envolve-se numa aura misteriosa, talvez provocada pela carga que lhe foi colocada. Na verdade Alcatraz é muito mais do que uma prisão de alta segurança…
Primeiramente, “The Rock” foi base militar de 1850 a 1930, segue-se uma reinauguração em 1934 como prisão federal que lhe conferiu toda a fama de que goza até hoje.
Durante os 29 anos de existência, a prisão foi o lar de alguns dos maiores criminosos norte-americanos como o conhecido Al Capone, Robert Franklin e Alvin Karpis. Durante todo este tempo, Alcatraz nunca permitiu uma fuga bem sucedida aos seus habitantes. Mesmo assim, não se evitou que fosse encerrada em 1963 devido aos elevados custos da sua manutenção provocados nomeadamente pela inexistência de água potável na ilha. Toda a ilha tinha de ser abastecida pelo continente através de enumeras e dispendiosas viagens. Em plena harmonia com os mais perigosos criminosos do país, viviam os guardas prisionais e suas famílias, ao que parece Alcatraz seria um local magnífico para se educar as crianças.
No final dos míticos anos 60, foi ocupada por índios através de um tratado inovador para a época, reconhecendo direitos de auto-determinação e utilização da ilha aos “Indians Of All Tribes”. Este estatuto seria retirado passados apenas dois anos, no entanto, ainda nos nossos dias, os índios voltam a Alcatraz no Columbus Day ou no Thanksgiving Day para o “Sunrise Ceremony for Indigenous People” comemorando a ocupação.
Mesmo que só por momentos, habitar Alcatraz torna todos estes dados irrelevantes, o nosso corpo e pensamento indicam-nos com a clareza de uma fórmula matemática que Alcatraz mais que uma prisão física é uma tortura psicológica.
Chegados aos cais de onde partem os barcos com rumo à ilha, comprámos os bilhetes e aguardámos numa longa espera até termos vaga numa das embarcações. A curiosidade é muita e obviamente não eramos os únicos a querer conhecê-la. Já no barco, o vento gelado trespassa-me e penso vagamente na adversidade que a temperatura humana encontraria naquelas águas, quando confrontada com uma possível tentativa de fuga. Tudo começou a ser equacionado ali, a fuga começa a parecer, desde a primeira à última vista, impossível!
Pisámos “The Rock” e tudo em redor era medonho, frio, velho, enferrujado, decadente, feio... assustador! Embora soubesse que só ficaria por ali umas horas, senti-me presa naquele isolamento, angustiada com a minha própria imaginação. Todos os edifícios estão degradados, num abandono quase propositado… Mas o real confronto emocional acontece quando impressionados com aquele cenário, os nossos olhos repousam numa das cidades mais bonitas do mundo que a pouco mais de uma milha, foi tornada inalcançável… talvez esta fosse a verdadeira pena dos prisioneiros de Alcatraz…

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Proclamação da "democracia"

Até às 17:00 mais de 4.500 pessoas já tinham visitado hoje os jardins do Palácio de Belém, numa iniciativa que o Presidente da República considerou ser uma oportunidade de "aproximar os cidadãos às instituições da democracia".






Agência Lusa






"Aproximar os cidadãos às instituições da democracia."?


Já agora! Que democracia? Aquela em que uns ficam na fila do centro de saúde, se ele ainda existir, e outros se acomodam confortavelmente numa cama do Hospital da Luz?






Já há muito tempo que desisti de ser democrata num país de selvagens e ignorantes e não culpo nenhum Governo menos competente por isso... um passeio ao Domingo em qualquer marginal deste país à beira mar plantado encarrega-se disso.






De qualquer da maneiras não me venham com tretas de que por quase 5000 deslumbrados visitarem os jardins do Palácio de Belém e a imaginar que, entrar no Palácio só mesmo pela porta do cavalo, aproxima os cidadãos às instituições democráticas!!
Nem escrevo mais que não quero perder tempo com isto!

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

De Tarde

Fica aqui um post pessoal em jeito de homenagem a uma pessoa que já não está entre nós mas que continua viva na minha memória como uma doce lembrança, tal como era a sua amizade por mim. Relendo este poema lembrei a sua ternura de avô, que mesmo não o sendo, não o poderia ter sido mais! Consigo relembrar cada vez que o ouvi sair dos seus lábios, sempre com o mesmo entusiasmo de primeira vez, como se fosse redescoberto a cada estrofe. Ainda percorre em mim a culpa de não o ter acompanhado quando, talvez, precisasse mais... guardo-o comigo na sua vivacidade perspicaz e tranquila numa recordação que nem a morte consegue roubar...




Naquele pique-nique de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.

Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.

Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o Sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão-de-ló molhado em malvasia.

Mas, todo púrpuro a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas!


Cesário Verde

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Oktoberfest - Blumenau, Brasil


















Blumenau é uma cidade do interior do estado de Santa Catarina no Brasil. Fundada em 1850 pelo filósofo Hermann Bruno Otto Blumenau, esta cidade encerra em si fortes características europeias, particularmente alemãs. Capta a atenção de qualquer visitante pela sua arquitectura, gastronomia, natureza e festas, completamente fora do restante contexto. Quem chega a Blumenau corre o risco de esquecer que está no Brasil. As casas tipicamente germânicas, com telhados adaptados para a neve inexistente naquela zona, estão espalhadas pela cidade, a língua ouvida em cada recanto é frequentemente a alemã sobrepondo-se ao sotaque adocicado do “português-brasileiro”, as letras góticas estão presentes em todos os anúncios publicitários e nas ementas o alemão é a segunda língua. Com um padrão de vida superior à média brasileira, Blumenau possui o dinamismo de um centro urbano moderno, alto rendimento per capita e baixíssimos índices de analfabetismo e violência.
Mas não vim “postar” sobre Blumenau inocentemente. O que realmente interessa é que dentro de dias começa o avassalador Oktoberfest e não posso deixar passar em branco a maior festa bávara fora da Alemanha. Pois, é nesta cidade brasileira, com atípica arquitectura colonial alemã aliás condizente com o espírito da festa, que acontece a segunda maior Oktoberfest do mundo, só cedendo o primeiro lugar no pódio para a festa original em Munique.
Esta versão da festa nasceu, em 1984, da vontade dos locais expressarem a sua admiração pela vida e tradições germânicas. Amigos, a festança começa dia 4 de Outubro e só vê um fim dia 21 de Outubro. Embora envolva toda a cidade, à noite é na Proeb (Parque Vila Germânica) que todos se encontram para, ao longo de 17 dias, consumir os anuais 500 mil litros de cerveja e fazer do Oktoberfest um evento incomparável.
Infelizmente, cheguei tarde de mais, no ano em que lá estive, e perdi a festa brasileira com maior “agito” depois do carnaval.
É preciso ter azar, eu que aprecio tanto uma cervejinha!!!

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Harrods - Cobra protege Sandália


A famosa loja de departamentos londrina Harrods colocou uma cobra venenosa para guardar uma sandália luxuosa posta à venda. Este objecto de luxo traz um enfeite em forma de serpente feita de safira, rubi e diamantes. Segundo o porta-voz da Harrod's, Martin Buckley, o evento marca o lançamento da série Timeless Luxury, algo como Luxo Eterno. Mas para guardar um par de sandálias cravejadas de rubis, safiras e diamantes da marca René Caovilla, a tradicional loja de departamentos inglesa Harrods, tomou um cuidado extremo: “contratou” uma cobra egípcia venenosa para patrulhar o caríssimo par de sapatos, estimado em 120.000 dólares. A cobrinha - da espécie Naja monóculo – parece levar o trabalho a sério. Ela atacou o treinador Michael Howes quando ele tentou colocar a mão dentro da caixa onde está a sandália.

E viva o luxo, que não estando ao nosso alcance, nos permite sonhar...

sábado, 22 de setembro de 2007

Oahu - Hawaii

(santuário encontrado em "Diamonds Heads")
Na manhã seguinte à compra das passagens, o Hawaii tremeu com intensidade superior a 7 na escala de Richter. Usei todos os argumentos válidos que me ocorriam para não apanharmos o avião da Delta Airlines com destino a Honolulu, na ilha de Oahu. Relembrei os horrores dos tsunamis mas ninguém me ouviu, observavam-me como se eu fosse uma desequilibrada a debitar factos sem nexo. A verdade é que acabei por embarcar na pior viagem de avião da minha vida, foram cinco horas intermináveis de turbulência com aroma a canja de galinha que felizmente nunca chegou a ser servida. Quando, finalmente aterrámos, o inesperado aconteceu, iniciou-se uma animada chuva de berros entre a tripulação: “Aloha!”. Fiquei incrédula, depois de tão agitada viagem aquela gente estava a fazer do avião palco de mega festão. Resignada, aceitei o festejo e até entrei na onda, afinal estava no Hawaii e não havia melhor maneira de festejar o facto de estar viva senão entrar no espírito…
Depois de a respiração estar apta a conviver com elevados níveis de humidade no ar, apanhámos o shuttle para o hotel que, depois de variadas discussões, havia conseguido reunir níveis mínimos de consenso. Como quem muito escolhe pouco acerta ficámos num hotel ultrapassado recheado de coreanos com um intenso aroma a noodles. A viagem fez-se ao som de uma rádio local e apresentou-me um Hawaii muito distante do que eu imaginei. Da janela, tudo o que podia ver eram hotéis construídos sem critério. Japoneses, carregados de sacos da Prada, Chanel, Dior, caminhando apressadamente em busca da última solicitação consumista.
Num momento introspectivo admiti que aquilo poderia não ser bem o que eu estava à espera. Mas estava a ser tão injusta, caída num juízo impreciso feito à primeira vista. Na realidade, Oahu, era muito mais do que eu chegaria a imaginar…
Chegados ao hotel, esperava-nos o normal para quem viaja com os tostões contados. Despertei da primeira noite, a minha companhia como sempre estava adormecida no seu típico sono profundo. Não queria acreditar! Eram 6 da manhã! Estava a fazer o jet-lag de San Francisco! Fui aos tropeços até à janela, e ao contrário das grandes tempestades pós-terramoto previstas, tinha à minha espera um dia quente e ensolarado.
No Hawaii o tempo corre com um ritmo próprio… o dia começa às seis da manhã quando os primeiros raios de sol empurram os surfistas para a disputa da melhor onda e a partir daí o dia de praia só termina quando o pôr-do-sol acontece ao som de palmas emocionadas dos que chegam para o contemplar. É um espectáculo único a cada dia, sentido e captado como se de um cenário irrepetível se tratasse.
Quando, Waikiki beach serve de ponto de partida adquire-se uma visão turística da ilha distante da pura essência deste arquipélago. A verdadeira aventura começa quando nos aventurámos para fora do centro turístico. Para conhecer o Hawaii é preciso ir muito mais além. Alugámos o carro (discutimos por causa do modelo, Mustang descapotável ou Ford Focus, como se houvesse discussão possível!), pegámos nos mapas e com Waikiki nas nossas costas entrámos no verdadeiro Hawaii que os nativos tanto se esforçam para esconder. Serpenteamos por entre o verde mais intenso que os meus olhos já viram e a primeira paragem foi de cortar a respiração: à nossa frente, o imponente Diamonds Head, a cratera de um vulcão que possivelmente teria sido explosivo, extinto há 150000 anos. Passámos por Kahala onde se encontram espectaculares mansões com o mar a bater à porta. Seguimos para Sandy Beach, a praia mais perigosa de Oahu com direito a uma ambulância constantemente de plantão.
E agora sim, estávamos a viver o Hawaii! Seguimos para Waimanala beach, parámos em Kailua beach, eleita “American Best Beach”, para nos refrescármos. Com a minha habitual sorte, fui apanhada por um jelly fish que me fez uma incómoda queimadura na perna. Tratado o problema com água e vinagre e comigo a achar que iria morrer a qualquer momento, seguimos viagem. Percorremos praias paradisíacas como Ka’a’ana, Kaihalulu onde fica o espectacular Turtle Resort, Waiali’e beach. Sunset beach é a Meca do surf mundial, mas as ondas que vemos nos campeonatos só acontecem em Dezembro, no entanto todo o mar da costa de North Shore produz monstruosas ondas durante todo o ano e mesmo as menores são igualmente perigosas. Nesta zona encontra-se o Banzai Pipeline que é um dos mais famosos pontos de surf do mundo. Seguimos para Waimea Bay, local bastante movimentado por aficionados do surf e bodyboard com um ambiente completamente diferente de Waikiki, sem grandes hotéis e restaurantes, aqui a vida é levada em perfeita comunhão com a natureza. A viagem à volta da ilha termina em Haleiwa porque a zona oeste da ilha encontra-se interdita por razões inexplicáveis. Ao longo de toda esta costa está criada uma áurea de secretismo quase esotérico, envolta em perigos à mistura com a potencial existência da máfia hawaiana operando naquela zona. Fiquei curiosa mas o conselho era unânime: não ir!
O regresso é feito pelo interior da ilha onde o domínio do Mr. Dole é evidente. São impressionantes as enormes plantações de abacaxi que ocupam grande parte do território da ilha, propriedade do magnata.
O dia teve fim como todos os outros até ali, com um morno luau num palco de relva seguido de um Mai-Tai no Sheraton Muana SurfRider. Sim, porque, de vez em quando, também nos tratámos bem!

Com esta viagem sente-se a compreensível antipatia do povo hawaiano e a sua aversão à “turistada” que invade de maneira selvática o seu “private paradise”. Desde a chegada querem-nos condensados em Waikiki ou a visitar a ilha através de excursões organizadas.

Ao escrever este texto revivi momentos passados acabando por ser um agradável exercício de felicidade nostálgica mas, nunca tive a pretensão de diminuir o Hawaii a um texto ou a uma fotografia por melhor que fosse. Acredito que sítios mágicos não se escrevem ou captam, sentem-se…

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Luiz Claudio profetiza em Matosinhos


Este cartaz deixou-me sem palavras... Matosinhos recebe a dignificante visita do Profeta Luiz Claudio, nos dias 24, 25 e 26 de Novembro. Este homem com "H" grande conseguiu, ao longo da sua vida, o inimaginável, como é possível ler no cartaz. Não é qualquer um que sendo ex-travesti e ex-presidiário continua vivo, mas o profeta vai mais longe no desafio que lança à morte; ele contrai o vírus da SIDA e nem esta doença incurável o consegue levar para junto do Senhor. Mas mais do que a desafiar morte, o profeta Luiz Claudio, trata por tu os mistérios da vida e consegue engravidar uma mulher seca, ainda por cima duas vezes!! Ele, sem dúvidas, é o Messias!!! Não percam a oportunidade de conhecê-lo e receber o milagre das mãos de Deus!!

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Calendário Pirelli - Sophia Loren







Com 72 anos, Sophia Loren, aparece irresistível no famoso Calendário Pirelli. Numa participação estrondosa, só a sua presença consegue contrabalançar a falta de imaginação patente nas restantes fotos do calendário de 2007. Sophia Loren aniquila, com a sua aparição, todas as outras "estrelas" que preenchem os doze meses do calendário ao transmitir o verdadeiro conceito de beleza de que andamos alienados... a beleza intemporal, forte, com carácter. Parabéns ao Calendário Pirelli, que sem respeitar os padrões estabelecidos, consegue incontestávelmente elevar ao expoente máximo a beleza e sensualidade femininas.