domingo, 10 de fevereiro de 2008

De volta... :-(

Cenário: Perfumes & Companhia

iFrancisca: Olá bom dia! Eu andava à procura de um after-shave da Carolina Herrera... Podia dizer-me onde está?
Funcionária 2 neurónios: Mas quer de homem ou de mulher?

AAAAHHHRRRRRR! Tirem-me daqui!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Mission Beach & Cairns_ Austrália

Saídos das Whitsundays, desembarcámos em Arlie Beach, onde só tínhamos autocarro às duas da manhã para Mission. Habituados a que às 11 da noite já era muito tarde para quem às sete da manhã andava de mochilas costas, decidimos arranjar um sítio para dormir um bocado e guardar as mochilas. Encontrámos um Backpacker dentro daquilo que queríamos pagar por duas ou três horas de sono. Estávamos tão relaxados por encontrar um sítio para descansar por pouco dinheiro que, nem insistimos em conhecer o quarto! Mas devíamos… quando subimos o que encontrámos, era pior do que vocês podem imaginar! Um quarto que parecia uma cela de Alcatraz, sem janelas, nem ar condicionado, só uma ventoinha preguiçosa. Um tapete persa a disfarçar a falta de soalho, duas camas de ferro a desintegrarem-se e baratas castanhas a vaguear pelas paredes. Foi o ponto mais baixo da viagem… O Mabides roncava solenemente até que eu o acordei à uma da manhã toda transpirada a dizer que estava no banco da rua, à espera dele… já não aguentava mais aquela tortura! Ninguém merecia aquilo…
Fomos para a paragem da Greyhound, não havia ninguém nas ruas, só os bichos australianos, confesso que estava com miufa! O autocarro atrasou-se mas lá chegou… Neste autocarro aprendi como é que se dorme num autocarro a noite toda. Experimentem expulsar o vizinho do lado depois deitem-se todos estendidos com as pernocas no outro banco. Isso mesmo, a impedir a passagem a toda a gente. Não se preocupem, eles passam por cima de vocês se precisarem de ir à casinha! É uma noite santa!
Chegados a Mission, reparámos que o nosso “resort” ficava bem longe. Tínhamos duas opções; ir pela estrada acompanhados por 40º graus de temperatura, ou, então ir pela praia e passar por um canal com crocodilos de água salgada (os piores). Para ajudar à festa, um suíço indicou-nos que devíamos ir no sentido ao contrário. Eu não sei ler mapas mas vi logo que aquilo não era uma boa dica. Fomos teimosos, e metemo-nos estrada fora para evitar o canal. Passados 10 minutos de uma penosa caminhada, aparece o suíço a desfazer-se em desculpas e a oferecer-nos uma boleia para o nosso destino. Foi o melhor que nos podia ter acontecido naquele momento. A partir desse dia ficamos de abraço com o suíço e cada vez que o víamos fazíamos-lhe uma grande festa.
Em Mission não se passa grande coisa, mas por alguma razão aparece em todas as revistas de viagens… a praia é inacreditável! Não é uma praia de areia branca e palmeiras e água transparente mas, sim uma praia LINDA, selvagem, forte… a areia é dourada, o mar revolto e é contornada por uma vegetação que faz lembrar a selva. Impressionante!
De partida para Cairns e a Grande Barreira de Corais fomos avisados que estaria muito mau tempo por lá e que a visita à barreira seria praticamente impossível por razões climatéricas. Ficámos mais do que desiludidos, tínhamos feito milhares de quilómetros para chegar ali, para ver algo que tão cedo não estará novamente ao nosso alcance… morremos na praia… mas pior, é que com isso não marcámos nenhuma vista e no dia seguinte tínhamos um dia magnífico para snorkelling. Foi injusto!!! Foi mesmo… até hoje não me consigo resignar!
No dia seguinte, já com a prometida tempestade tropical voltámos para Sydney….

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Capricon & Whitsunday Coast_Austrália

Nunca fiz uma única viagem com o objectivo de conhecer pessoas ou fazer amigos. A ideia sempre foi conhecer-me melhor a mim própria e, eventualmente, à pessoa que viajava comigo. Isto já me parecia uma grande batalha, por isso, preferia captar os sítios por onde passava, sem grandes interferências. Concordo com quem afirma que só se conhece um local quando se conhece as pessoas que o fazem. Eu como sou de poucos amigos, sempre me mantive à distância.
Desta vez, as coisas aconteceram de maneira diferente. Os australianos e as pessoas que viajam como nós, metem conversa, querem conhecer-nos, saber de onde vimos, como vivemos, querem trocar experiências. Fazem questão de nos ajudar de uma forma tão generosa que mesmo só atrapalhando, é impossível contrariá-las.
Esta fase da viagem, foi fértil em conhecimentos. Em Yeppon, ficámos num apartamento de um casal de velhinhos, que nos receberam como nunca fui recebida num grande hotel. Arranjaram-nos o jantar, fizeram tudo o que podiam e não podiam para nos ajudar, já que tínhamos chegado muito tarde… quando souberam que éramos portugueses, a senhora disse-me que o maior sonho dela era ir a Fátima. Apesar de não ser propriamente religiosa, fiquei tão emocionada por saber que, de tão longe, alguém tinha no nosso país um sonho. Pedi-lhe a morada e prometi-lhe que lhe enviava um terço de lá.
Yeppon, foi só uma porta de entrada para a Great Keppel Island e o fim dos Backpackers na nossa viagem. Assim fugimos para um resort para descansar dois dias e conhecer a ilha. Tudo estava a correr de acordo com o descanso quando a “je” se lembrou que fazer uma trilha é que era fixe! O Mabides insistiu que a fizesse de havainas, calções e bikini. O repelente de insectos, segundo ele, era para meninos! A trilha terminou com as minhas costas transformadas num campo de batalha de mosquitos… uma miséria! À noite tivemos um súbito “encounter” com mais uns bichos australianos. Pareciam umas topeiras e perseguiam-nos, se achassem que tínhamos comida. O Mabides da primeira vez, fugiu e deixou-me sozinha a lidar com estes animais selvagens. Mas, eu à noite vinguei-me e fechei-o na varanda com um, enquanto delirava com a cena, não sei qual dos dois estava mais assustado. De manhã, tivemos mais um encontro, desta vez, com uns papagaios em miniatura, os lorikeets, que se sentiram completamente à vontade para dar umas dentadas nas minhas “cream crackers”. Quando reparei, a situação estava fora do meu controlo, tinha três em cima da mesa a comerem directamente do prato. Eu queria que eles experimentassem a minha fúria mas, faltou-me a coragem.
Aqui na Austrália os animais é que mandam!
Da Great Keppel Island fomos para as Whitsundays. Fizemos a viagem de comboio durante a noite. Aproveito para vos falar um bocadinho dos Australianos que viajam de comboio. Primeiro andam todos descalços e sujos, com pelo menos duas almofadas atrás. As crianças viajam de pijama mas, antes de entrarem para o comboio rebolam pelo chão das estações.
Depois de alguns contratempos, chegámos à Long Island, uma das 74 ilhas que fazem parte das Whitsundays. Desta vez, tínhamos cangurus a pinchar pelo resort. Fomos avisados que haviam jelly fishes aos magotes por aquelas bandas. Mas, eu, como não sou novata nestes ataques, decidi que fazer snorkelling sem fato era mais radical e condizente com o espírito de aventura. Fui atacada, desta vez no braço, ou seja, tive tempo de evitar um ataque mais feroz. Não houve direito a desmaio, taquicardia nem dores de cabeça como da última vez. Umas picadelas, comichão, duas marcas no braço e siga.
Ah!! Fiz um cruzeiro pelas Whintsundays e fugi com este gajo aqui da foto! Acho que o Mabides anda perdido pelo Outback com uma aborígene…

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Hervey Bay, Rainbow Beach_Austrália

“Hi sunshine!” É este o cumprimento típico na Sunshine Coast, onde estivemos durante quatro dias…
Até aqui, tinha corrido tudo muito bem mas, já era hora de arranjarmos problemas. Não foram os piores mas, impediram-nos de conhecer um dos destinos que nos entusiasmavam mais… a Fraser Island, a maior ilha de areia do mundo com uma praia de 74 milhas e um aspecto paradisíaco. Tudo começou com um erro no cálculo de distâncias meu, e terminou com uma noite numa praia onde não se passa absolutamente nada.
Chegamos a Hervey Bay, na expectativa de apanhar um ferry para a ilha, lá supostamente tínhamos um Backpacker à nossa espera para mais duas noites a ripongar. Mas a iFrancisca tratou de estragar tudo quando não reparou que Rainbow Beach não ficava na ilha mas, sim a 200 km de Hervey Bay e, era apenas mais uma entrada para a ilha. Oh pá, no mapa parecia pouca coisa, assim do género, Porto/Vila do Conde!! Não tenho culpa de viver num país onde ir do Porto ao Algarve já é uma grande viagem! Quando chegámos a Rainbow Beach, para além de uma praia fabulosa, não encontrámos mais nada. Não há bares, restaurantes rareiam e os que existem fecham criteriosamente às 8 da noite. As festas que existem são nos backpackers, o que é fabuloso para quem paga para lá dormir! Conclusão, acabámos a noite, no quarto a beber whisky pela garrafa, enquanto lá fora o resto dos hóspedes brincavam à pedrada e à paulada. No dia seguinte, ao pequeno-almoço, vi o resultado… um alemão com a cara feita numa bolacha.
Para os meninos que fazem surf e me lêem, parece que nesta praia, existe um banco de areia que provoca umas ondas gigantes que só permitem a aproximação de helicóptero. Corrijam-me se estiver errada mas, foi o que percebi…
Apesar de não se passar absolutamente nada em Rainbow, a praia vale mesmo a visita.
Já no Backpacker de Hervey Bay, a coisa passava-se de maneira diferente. Quando chegámos ao bar o empregado estava vestido de padre e as meninas, que tão atenciosamente nos receberam na recepção, estavam disfarçadas de meretrizes. Foi uma noite interessante…
Hervey Bay é, sem dúvida, outra loiça! A praia que se perde de vista, é fantástica e quase deserta. Apesar de nas ruas o ambiente ser animado, parece que ninguém simpatiza muito com a praia por aqui. Os hóspedes dos Backpackers preencham os dias a beber, comer e confraternizar, os locais dão uns passeios com os cães na praia mas não chegam a aquecer o lugar. Por isso, a praia de Hervey Bay é ideal para namorar enquanto se está de molho…

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Brisbane_Austrália

Brisbane foi sinónimo da minha primeira estadia em Backpackers. No início não estava a ser tudo tão mau como eu imaginava. Não houve muito barulho, o quarto era limpo, as pessoas eram civilizadas, até haviam uns velhotes à mistura para compensar a gera que por lá andava. Quando tudo parecia razoavelmente aceitável e, eu até já estava, mais ou menos, convencida a hospedar-me mais vezes em sítios do género, a aranha aparece! Mas não era uma aranha qualquer, era um bicho castanho, enorme, com umas patas assustadoras! Chamei o homem da casa para resolver o assunto e ele fugiu para a recepção, segundo ele para arranjar qualquer coisa capaz de matar o animal. Mas parece que, aqui na Austrália, não se pode matar qualquer bicho que nos meta nojo… por isso, o macho da recepção aparece com um tuperware para enjaular o bicharoco. O Mabides diz com toda a certeza do mundo que ela neste momento está numa estante como troféu pelo resgate da aranha maior que apareceu pelo YHA.

A partir deste incidente, nunca mais tive uma noite sossegada, qualquer comichão que sinta, fico logo em estado de alerta. É um bocado cansativo, mas é mais seguro…
Histerias de gaja à parte…
Em Brisbane vale sobretudo a pena fazer um passeio de bicicleta junto ao rio. Todo o caminho está sinalizado e as condições para pedalar são dignas de ciclismo profissional, mesmo assim, conseguimos perder-nos e enfiar-nos numa das zonas mais perigosas da cidade, onde o pessoal, de noite, se diverte a brincar às facadas. Qualquer dos percursos aconselhados aos turistas passa pelo Jardim Botânico da cidade que, na minha opinião, é um dos locais mais agradáveis e relaxantes de Brisbane.
Nestes dias, acabamos por conhecer mais duas personagens que marcam esta viagem. Uma australiana com descendência austríaca, e uma francesa com uma viagem de um ano sem rumo certo pela frente. É incrível a quantidade de mulheres a fazerem uma viagem solitária durante meses ou anos… Quando acho que tudo isto tem sido uma grande aventura, penso em todas estas pessoas que vou conhecendo pelo caminho, com trajectórias muito mais arrojadas do as que alguma vez imaginei para mim. Durante estes dias acabei por ficar doente, e o único conforto que senti foi ter alguém ao meu lado. Nessa altura tive a certeza que viajar sozinha nunca será uma alternativa para mim.
Nestes três dias, o ponto alto foi, sem dúvida, a visita ao maior santuário do koalas do mundo, o Lone Pine Koala Santuary. Consegui finalmente pegar num koala ao colo e confraternizar com os cangurus. Incitaram-me a um convívio com os erms ( os maiores pássaros do mundo com as garras maiores do mundo… acreditem, nestes pássaros, é tudo maior do mundo!) mas achei melhor manter-me à distância… não fosse irritar o pardaleco. Este parque natural para além de uma quantidade enorme de koalas e de outros animais australianos, têm a vantagem de permitir o contacto directo sem restrições com os animais que não são perigosos. Mais do que tudo nota-se no parque uma vertente didáctica muito forte que afasta de todo a ideia “para turista ver”. E isto, para quem a música “vamos fazer amigos entre os animais” é um hino, foi o paraíso.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Surfers Paradise_Australia

Deixamos “Báran Bá” (Byron Bay com pronúncia aussie) e eu ia com o coração bem apertado. Pode parecer lamechas mas, custou-me muito deixar Byron Bay… ainda por cima tinha acabado de conhecer a verdadeira dona da gata que me andava a enojar. Afinal a tolinha inglesa que tratava da casa onde estávamos, não era a dona do cottage inspirado em Bali. A proprietária revelou-se ainda mais pitoresca, nem que fosse pela grande dentada de tubarão que tinha no braço. Aqui, na Austrália, os tubarões não são de todo um mito, é mais frequente do que eu imaginava ver pessoas com grandes cicatrizes nas pernas e nos braços deixadas pelos encontros com os bichanos. Eu, pelo sim pelo não, ando sempre à espreita e com a música do filme na cabeça. Como tenho medo que me estraguem as férias, também não deixo o meu “apêndice fofo” alongar-se muito na água. Ele passa-se um bocado mas, eu consigo ser suficientemente convincente com os meus avisos perseverantes.


Agora, estamos em Surfers Paradise mas, o nome engana, eu chamar-lhe-ia “Parolândia Paradise” ou “Albufeira Australiana”. Depois de dias bem passados num ambiente “boa onda”, aterramos de pára-quedas numa terra cheia de arranha-céus. Eu pensei que isto fosse um prolongamento de Byron mas enganei-me.
Quem viaja encontra destas coisas, e ainda bem, porque o objectivo é ver o máximo possível, incluindo o mau. É como vos digo, Albufeira ou a Quarteira em pleno pico de férias do tuga e do bife. Isto é tão mau que eles orgulham-se de terem o prédio residencial mais alto do mundo. A praia tem lixo por todo o lado, é ver as crianças "japas" a brincaram com o lixo sobre o olhar atento das máquinas fotográficas dos pais.
Se calhar estou a ser muito criticas mas sinceramente achei S.P. uma merda crivada de pés de chinelo.
Quem quiser passar por cá, o meu conselho é perderem mais um dia em Byron ou em Sidney e esquecerem o nome Paradise.
Mas, Surfers tem algo de desconcertante. Porta com porta, encontra-se a loja da Fendi com uma casa de alterne, ou a loja da Gucci, lado a lado, com um Strip Club. Também não entendo a existências destas lojas por aqui, quando o que anda na rua são apenas bandos de famílias ranhosas.
Cada sitio tem sempre alguma aspecto interessante e Surfers tem esta particularidade: o antagonismo inexplicável.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Australia_Byron Bay

Depois da estadia em Sydney, que excedeu todas as minhas expectativas e de um dia em Newcastle, que foi uma grande desilusao, finalmente chegamos a Byron Bay!! E amigos isto e que e curtir! Vamos ficar por aqui dois dias, estamos hospedados na casa de uma tolinha que e muito fixe... deixa nos a chave da porta dela, comida e montes de cenas. So tem um defeito, tem um gato nojento que me faz um bocado de impressao. Na mesma casa vivemos com outras pessoas, tem sido uma experiencia interessante... isto, porque tenho a minha private bathroom, senao passava me!!
A viagem para ca foi assustadora! O comboio demorou 12 horas de Newcastle ate aqui e estava lotado de pessoas que nao tomam banho a pelo menos 5 dias. Aqui na Australia, toda a gente anda descalca, ou seja, mete medo olhar para os pes deles! Sao nojentos! Nao percebo como e que nao apanham uma doenca! Para alem da falta de higiene, eles metem conversa com toda a gente! E impossivel fazer uma viagem tranquila porque eles nao sossegam enquanto nao percebem de onde somos, por onde vamos e o que fazemos. Depois de dez minutos, parecem que nos conhecem a anos... se nos vem atrapalhados com um mapa na mao vem logo para nos dar indicacoes, nao e preciso pedir nada!... acho que e por sermos europeus que achamos isto um bocado estranho...
Bem mas Byron Bay superou todas as nossas expectativas... era disto que andavamos a procura! Depois da estadia em Newcastle ficamos um bocado desapontados... aquilo e horrivel, nao se passa nada, ou seja, e um sitio que quem quiser passar por ca pode passar a frente.
Byron Bay e um sitio pequeno mas, muito animado, e so pessoas na casa dos 20, 30, todos sufistas. Vive se um ambiente descontraido, com concertos pelas ruas, muitas lojas de surf e praias fabulosas! Como nao podia deixar de ser encontra se por aqui exemplares da especie humana muito agradaveis a vista!
Por hoje fico me por aqui, ainda nao terminei o texto sobre Sydney, nao esta a ser facil, tenho tanto para dizer... Sobre Newcastle nao digo nada prefiro esquecer...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Obrigada

Queria agradecer, um por um, os votos de uma boa viagem mas nao esta facil!! Por isso agradeco vos a todos de uma so vez. Desculpem nao por acentos mas, eu nao sei de todo, funcionar com este teclado! Estou a escrever um texto sobre a minha estadia aqui em Sydney, quando estiver pronto eu publico.
Francis Obrigada!
tavguinu Sondas? Nao tens a tua propria? :) Era ondas, nao era? Beijocas
Ana Obrigada e vou fazer por isso... beijocas
Crestfallen Nao precisas de convite... Oh pa! Mas tu ainda no outro dia estavas de ferias!
Noivo Se o conselho e teu vou confirmar... mas tou com u jetlag huge, passeia noite toda as voltinhas num quarto para nao fumadores! Beijos
Mulheka Contigo ja falei. Obrigada sua invejosinha!
Juoum Obrigada! Ja sei que andas pelo Porto. Andamos desencontrados...
Margarida Nobre Obrigada! Beijocas e em breve tenho novidades. Para ja so lhe digo que isto e carote!
Beijos a todos, vou tentar cuscar os vosso blogs com a meia hora que ja ta paga... bye!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Amigos... Fui!

Chegou a hora. Queria pedir-vos desculpa, porque provavelmente não vou puder visitar tanto os vossos blog e recheá-los dos meus preciosos comentários. Mal tenha um bocadinho volto à carga!
Beijinhos para todos...

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Packing

Gaja que é gaja, nem quando vai apenas de fim-de-semana, consegue fazer uma mala e limitar-se ao essencial. Eu, quando vou de fim-de-semana, faço uma mala para quinze dias com uma necessaire com mini SPA pessoal incluído.
Quando fui para o Brasil, levei uma mala que pesava 37 kg. Eram 37 de kg de roupa, livros, cremes e mais algumas coisitas, tudo essencial. Na viagem para os Estados Unidos, o episódio repete-se com duas malas; uma para sapatos e outra para roupa. Estas duas “peso pluma” excediam, no seu conjunto, os quarenta quilos. A estúpida da hospedeira, não compreendeu o meu dilema e queria cobrar-me 150 euros pelo excesso. Mas excesso de quê? Aquela vaca invejosa não percebe que eu vou um mês para fora, ora para a praia, ora para o frio! Ninguém merece! Tanto eu, como o meu namorado, achámos a situação inaceitável. Eu reagi pegando na carteira... ele, num ataque de raiva, nunca antes visto, desfez a mala à frente de toda a gente. Isto tudo às seis da manhã, num check in cheio de "emigras" de partida para Paris. Na volta, as duas malas pesavam 60 kg mas, a hospedeira da Air France foi mais razoável, e como o vôo ia vazio, permitiu a minha excentricidade. Qualquer mulher entenderia a minha situação, nos Estados Unidos eu era quase que obrigada a comprar!
Agora, estou em braços com mais um problema de packing. Lembrei-me de ir “ripongar” para a Austrália um mês com uma mochila de 70 litros às costas. E aquilo é pequeno! Não cabe lá nada!
Está a ser um drama. Só posso levar um livro, um protector solar, um creme, meias dúzia de t-shirts. Os calções, as mini saias e as calças vão contadinhas. A toalha de praia já é carta fora do baralho nesta viagem, ocupa metade do cubículo onde tenho de enfiar tudo! Vou ter de deixar muito do essencial. Até nas cuecas tenho de fazer contas!
Eu não sei fazer malas humildes… :-( ...mas, ando toda contente a aprender!:-) IEY! Vou ser riponga por um mês!

sábado, 29 de dezembro de 2007

Sou uma coitadinha!

Ando alarmada com a minha condição! Acho que sofro do Síndrome do Coitadinho/a, uma doença tipicamente portuguesa e resultado de vivermos num Estado Providência. A verdade, é que este ano a vida não me anda a correr de feição: o curso ficou por terminar por uma cadeira, a cadela todas as semanas tem uma doença diferente, o gajo, como eu estou fora, liga-me quando o rei faz anos, ou seja, raras vezes… deve estar a tirar umas férias de me aturar, eu respeito. Com a viagem à Austrália vivo uma situação de banca rota que já me levou a uma tentativa de relacionamento com a Cofidis – Conta Eterna a uma taxa de juro de fazer desmaiar os que sabem o que implica uma TAEG de quase trinta por cento! O que me resta é a saudinha própria de quem tem 24 anos… bem mas, às vezes, tenho umas dores nas cruzes pouco dignas de uma moçoila da minha faixa etária!
Tudo isto me leva a crer que padeço do Síndrome da Coitadinha… e é triste… eu fujo de tudo o que me caracteriza como “tuga”, prefiro ser apátrida!
Mas eu não sei se me estou a fazer entender. Este Síndrome pode ser observado in loco nos programas da manhã da TV portuguesa. No caso daquele show do Manuel Luís Goucha, as histórias dos coitadinhos são acompanhadas de uma banda sonora que nos faz levar a sério o que lá se conta. Sou eu de um lado, com a lágrima no canto do olho e a minha mãe do outro a rabujar: “Olha! Estes é que são espertos! Aparecem na TV com estas histórias e dão-lhes tudo o que eles precisam! Coitados, coitados são os da classe média! A pobreza está na classe média, não é destes que eu tenho pena! Qualquer dia também vou para a TV!”. Quando ouço esta frase, entro em estado de alarme! Seco a lágrima e entro num estado de raiva e histeria! Imaginar a minha mãe na TV a pedinchar o que quer que seja! Prefiro morrer!
Agora interessa informar-vos melhor sobre os sintomas desta Síndrome fatal a qualquer auto-estima e dignidade que se preze! Ora, primeiro, todos os coitadinhos sofrem de uma qualquer doença nervosa, podem ser desmaios, ataques de ansiedade, fobia social ou outra coisa qualquer. E estes problemas nervosos impedem-nos sempre de ter um emprego de pessoa normal, por isso, os coitadinhos têm de pedinchar. Todos eles vivem com uma familiar acamado, vítima de uma doença geriátrica gravíssima, o que os leva sempre a pensar que têm direito a mais um subsídio qualquer. Também têm, em maior parte dos casos, um familiar no mundo da droga que lhes “cata” o pouco que amealháram. Normalmente, o marido não tem um dos membros por isso também não pode trabalhar. São uns desgraçadinhos! Na vida deles não há ponta por onde se lhe pegue! Chove-lhes em casa, o filho precisa de um tratamento ou de uma cadeira de rodas e não pastel para o levar para Cuba ou para a cadeira.
Vivem da boa vontade dos que os rodeiam mas acham sempre que lhes lançaram o mau-olhado ou que são vitimas de olho gordo.
Há também outro facto típico que os distingue: são gordos como marmotas, o que me leva a crer que embora a desgraça, fome não se passa! Mas estas lontras normalmente têm uma desculpa para isto: mais uma doença do foro nervoso. E já que assim é, pedem também uma intervenção para colocarem uma banda gástrica. O Goucha e a Tininha agradecem porque daqui a uns meses já têm programa garantido: mostrar a lontra mais magra um kilos, desta vez, transformada em Shar-Pei. Nesta situação, a coitadinha precisa de uma cirurgia plástica para o marido lhe pegar nem que seja só com um braço!
Acho que já perceberam do que estou a falar…
Agora, a minha indecisão está entre ir, ao programa do Goucha, ou da Fatinha. Qual deles me oferecerá a cadeira de Direito Penal, pagará os 100 euros semanais de veterinária e me patrocinará mais uma ronda de fisioterapia no Espergueira Mendes?

sábado, 22 de dezembro de 2007

Porto

Tenho sentido alguma falta de assuntos para falar aqui no blog mas, no outro dia, ia de carro na avenida Brasil, a fazer a viagem de sempre e lembrei-me que podia escrever sobre o Porto. Afinal, vivo aqui há 7 anos, o que faz da cidade a segunda paragem por onde me mantive por mais tempo. E posso dizer que aqui encontrei a paz que precisava na minha vida depois de uma adolescência percorrida a velocidade perigosa…
Aqui criei as minhas amizades, encontrei as minhas raízes, apesar de achar que já era hora de partir sinto-me incrivelmente bem por aqui…
No inicio, não foi fácil encontrar um espaço para mim, não tinha amigos, não tinha casa própria, ou pelo menos, um sitio onde me sentisse em casa. Na verdade não tinha nada que me prendesse por aqui muito tempo. Mas, o Porto foi generoso comigo e lentamente, ofereceu-me tudo o que eu precisava.
Hoje, não passo, sem percorrer a VCI a mais de 90 km/h para depois mandar a travadela que me livra da multa certa. Ainda me emociono ao fazer a marginal de Matosinhos até à baixa, de noite, ao som de uma banda sonora qualquer. Deixo-me envolver por tudo o que esta cidade me dá de bom e em forma de agradecimento faço esta trajectória o mais lentamente possível.
Gosto da escuridão das ruas, do aconchego dos prédios encavalitados uns nos outros criando um ambiente de decadência que me exorciza de todos sentimentos menos pacíficos. Alguns locais, como a estação de S. Bento e as palmeiras no Passeio Alegre, atiram-me vertiginosamente para uma nostalgia demorada e inquieta.
Muita coisa mudou desde que cheguei aqui… eu mudei muito, a cidade mudou muito mas, continuou sempre o abrigo da minha mudança. Pergunto-me como é possível uma cidade tão escura, tão fria, tão húmida, poder servir de casulo para um crescimento pessoal de que me orgulho.
E depois as pessoas… o que encontrei por aqui, foi melhor do que algum dia poderia imaginar! Aprendi que o famoso: “OH badalhôôcahh!”, afinal não era alguém a chamar por uma pessoa menos asseada, mas sim uma forma carinhosa de chamar as colegas de trabalho. Aqui, as palavras não valem o que, à partida, significam!
Os meus hot spots nocturnos na cidade foram variando mas continuam inesquecíveis, os serões no Cafeína, os cafés no Oriental, as noites no Café do Mar e as festas “Wild Wild Woman” no Estado Novo.
Ainda não me vendi ao FCP mas, já estive lá perto! Festejo todas as vitórias do Porto, com a excepção das que prejudiquem o meu Benfica. Tenho muita pena mas, sou uma festivaleira e não posso perder a oportunidade de participar uma festa, nem que seja a festa do povão da cidade! O que me interessa é que seja festa! Até poder ser a festa do inimigo! Onde há festa, eu estou lá!

Não me alongo mais porque já conto com os comentários dos benfiquista… vou ser linchada!!!
Deixo-vos a imagem que vejo todos os dias e me faz que pensar: “Aqui sou feliz!”

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Presente :-D

Estive a pensar num presente para vos dar neste Natal. Ai! O que eu pensei! E não conseguia arranjar nada que estivesse à vossa altura!
Finalmente encontrei!
Deixo-vos esta animação, espero que gostem...
P.S- Demora um bocadinho a carregar mas vale a pena! Ouçam com música que tem mais piada!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Deixar de fumar...

Ainda não tive tempo de escrever a carta da praxe ao Pai Natal e tenho tanta coisinha para pedir! Ele que não espere que eu seja meiga a pedir! Depois de todos os traumas que este velhaco me causou, não vou ter pena dele!! Nunca mais lhe desculpo... aquele estupor trazia-me todos os anos livros das aventuras, dos cincos e dos sete e dos mais não sei quantos... quando eu me cansei de dizer que não curtia aquela merda!! Até podia ser as aventuras dos duzentos, o que eu queria era livros sobre animais e o estúpido trocava-se todo!!! Ai seu velho macaco quando eu te apanhar!!



Vou escrever a carta mais tarde porque ainda estou a limar umas arestas sobre o que quero, por agora vou só pedir uma coisa que trocava por todas as outras... DEIXAR DE FUMAR outra vez!!



Consegui deixar de fumar uma vez, durante dois anos, através de um método criado para mim própria que funcionou. As regras eram:



1-Muita força de vontade;



2-Uma semana no hospital a ver vítimas do fumo (amputações, cancros e etc...);



3-Duas horas de ginásio por dia;



4-Três pacotes de Trident de frutos silvestres por dia (já nem sentia os maxilares);



5-Não deixar de fazer as minhas coisas com medo de voltar a fumar. Nunca deixei de tomar café, beber, sair à noite e estar com amigos fumadores;



6-Sentir que era mais forte que o vício;



7-Fazer uma alimentação saudável;



8-Lutar contra o vício todos os minutos, hora a hora, dia a dia;



9-Estar sempre ocupada;



10-Pensar todo o tempo que era a melhor coisa que estava a fazer na minha vida e que se conseguisse era a maior vitória pessoal sobre mim própria que iria alcançar;



11- Pensar na minha saúde e na minha carteira;



12- Pensar que se não conseguisse, não tinha personalidade... "sou uma mulher ou um rato?";



13-Deixei de pensar que fumar pertencia à minha personalidade e fazia parte de mim;



14-Tornei-me uma fundamentalista anti-tabaco;



E consegui... durante dois anos, sem pensos, nem pastilhas de nicotina...



Infelizmente, nas férias facilitei e voltei...



Sei que vou ter de começar tudo de novo e a sensação que tenho é que estas regras já foram ultrapassadas, preciso de umas novas. Talvez mais uma semana no hospital me ajude a clarificar as ideias...



Tudo isto para dizer, que trocava tudo este ano por deixar de fumar outra vez... :-(



segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

My iPod




Sou viciada na maçã!


Encontrei este iPod para por aqui no blog mas, ele toca automaticamente, o que é chato! Eu sei que é, porque detesto entrar num blog que tem música e ela interferir com o que estou a ouvir. Por isto sintam-se à vontadex para exigirem que retire a música!


Ai como eu gosto de vocês! Até vos deixo mandar calar o iPod!!


O que lá toca é:


1-Nouvelle Vague - Too drunk to fuck

2-Love and Devotion - Mishka

3-Richest Man in Babylon - Thievery Corporation

4-Unique is my Dove - Matisyahu

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Perseguição do corno

Por baixo da minha casa abriu uma MEGASTORE de cornos! Assim uma coisa ao estilo Media Market!
“Cornos!?”, perguntam vocês! Eu respondo: “Nem mais!”…
Agora digam lá que não é estranho existir uma loja que vende cornos, logo por baixo do meu humilde AP.
Eu moro num sítio tão simpático, perto do mar, com uma fábrica de enlatados em frente, palco de cenas hilariantes entre as funcionárias. Tenho um café aqui ao lado em que uma loira oxigenada que me trata por tu e até já manda servir-me a mim. As minhas vizinhas do lado são lésbicas, o meu vizinho de baixo é polícia e deve 6 mil contos a não sei quem (ouvi uma discussão com a vítima do calote). Tenho uma das discotecas da moda à porta, ou seja, ouço o que se passa lá dentro durante toda a noite e, sou de abraço com os porteiros! Proibiram a minha cadela de andar no elevador, e a mim também, se insistir em fumar na viagem do 3º andar até à garagem. A empregada da limpeza deixa-me bilhetes na porta e não me cumprimenta quando passo por ela. Tenho não uma, mas duas lojas de vinhos na mesma rua e um restaurante de sushi…
Aqui tudo é perfeito! Agora a loja dos cornos só pode ser mau agoiro! É que só pode!
Nunca vi em lado nenhum do mundo uma loja que venda cornos e ela tem de abrir logo por baixo dos únicos 100 m2 no mundo que são meus! Reparem na minha situação… todos os dias quando saio, toda bem-disposta para aturar a canalha, vejo uma montra gigante repleta de cornos por todo o lado… aquilo é um mar de cornos! Uma imensidão de cornos de todos os feitios… tenho a certeza que algum deles me haveria de servir! Ora, fico incomodada! Claro que fico! Não consigo deixar de me perguntar: “Será que já tenho algum artigo deste estabelecimento?”. É que se tiver, quero trocá-los por uns que sirvam a outra pessoa.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Conversas

Nas poucas horas mortas do estaminé onde trabalho, acontecem estas conversas...

Pai Natal: Eu não gosto de dormir com a minha mulher. O que eu gosto mesmo é ela num quarto e eu no outro...
Duende (em pensamento): queres ver que o gajo com 75 anos curte é pegar de empurrão...
Duende: óh Pai Natal, coitada da sua mulher... se o ouve a falar assim...
Pai Natal: ... ainda se fosse assim com uma rapariga nova... agora com a minha mulher prefiro dormir sozinho!
Duende (em pensamento): "assim com uma rapariga nova"? ... que rapariga nova?? tás tolo oh velhote!!!
Narrador: O Duende acha melhor sair de cena...
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Pai Natal: Anda cá minha menina que eu quero saber quais são as prendinhas que tu queres!
Pai Natal (em segredo à Duende): Diga à mãe para vir também aqui sentar-se... tens umas pernas bem boas!!
Duende (em pensamento): tou lixada com este velhote, vêm para aqui engatar as mães das crianças... e trabalhar não?
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Pai Natal: Sabe Duende... eu não quero que os meus vizinhos saibam que eu estou aqui a trabalhar... é que eles pensam que eu sou rico, se sabem que estou aqui, dizem logo: "É rico, é rico, mas têm de se vestir de Pai Natal para ganhar dinheiro!"

Duende (em pensamento): E viva a mentalidade tuga!!! Trabalhar é vergonha! Tou lixada com este gajo!!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Frederico Aubele - GHBA

Há muito tempo que não escrevo sobre música, até acho que só o fiz duas vezes para falar no Buena Vista Social Club e no Café del Mar - Aria. Desta vez, vou continuar a falar de sons latinos mas numa vertente diferente.
Fica para trás o sabor do bolero e cha cha cha e o magnífico CD do Café del Mar para vos falar de algo mais etéreo e relaxante que nos pode transportar para dois estados de espírito conforme a forma de audição.
Falo de Frederico Aubele e do CD “Gran Hotel Buenos Aires”. Ouço-o como uma droga, para projectar a minha viagem Santiago do Chile/ Buenos Aires, alimentada pela saudade do cheiro da América Latina. Não há lugar no mundo que me faça sentir-me, de uma forma tão intensa, eu própria…
O que este CD tem de mais singular, é a possibilidade de uma audição variada. Ou atenta, concentrando-nos nas letras e no seu significado, ou relaxada e desprendida, onde nos deixamos levar numa viagem sensorial que nos transporte para dentro ou fora de nós mesmos, conforme nos deixarmos embalar… No envolvimento pela mistura de dub, tango argentino, trip hop, flamenco, reggae, as sensações são irreais. As vozes, em maior parte das faixas, femininas, são sensuais, suaves, dolentes tornando este disco a banda sonora perfeita para um fim de tarde solitário…

P.S.- Se não forem muito sensíveis, ouçam o CD em baixa e alta velocidade e vejam a diferença da viagem :-P (nada de fumar cenas que fazem rir!)

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Vida Profissional

A minha vida profissional é fabulosa, nunca faço a mesma coisa mais de um mês! Desta vez, sou assistente de Pai Natal! Mas não.. não estou vestida de duende verde! A farda até é bastante taciturna! Ainda bem que é para assustar aqueles monstrinhos! Só trabalho 3 horas mas eles matam-me... valem por doze horas de pé num congresso!
Mas todos os trabalhos valem a pena, para além do dinheiro, é sempre mais uma experiência e as outras raparigas normalmente são umas bem-dispostas. Bem, também se apanha as enjoadas e as com pouco amor ao trabalho, curiosamente, normalmente são as mais giras!

Este é o meu segundo trabalho com estes diabretes e mais uma vez, deparo-me com a dura realidade de que não tem jeito nenhum para lidar com eles, o que vale é a educadora de infância e a educadora social que trabalham comigo... eu, ali, sou um mero ornamento mas tento compensar isso com outras coisas que é preciso fazer. Afinal não interessa muito aos putos saber quais são as possíveis razões de"justa causa" para um despedimento e também não tenho muito perfil para fazer aquelas gracinhas tipo: "Olá fofinho! Ai que lindo! Queres ir ver o Pai Natal? Anda, "more", ele é teu amigo!". Vocês não me conhecessem, mas eu tenho voz de bagaço provocada pelo maço de cigarros diário. Conclusão: não há puto que me pegue!

Mas o trabalho vale a pena porque permite um estudo "in loco" dos papás portugueses. E eles estão tão "preocupados" em não traumatizar as crianças... é vê-los a colocar as criancinhas a berrar e a tremer de medo ao colo do Pai Natal, mas quando lhes é para dar um tabefe na hora certa, tem medo de os traumatizar!? Ora bolas! Porque que é que a criança têm de ir para o colo do Pai Natal quando obviamente, está apavorada com aquela figura? Para os papás porem uma foto chapa 5 em cima da lareira com os pequenotes vermelhos de tanto berrar?

Mas há mais! No mesmo sítio, temos uma pista de trenós. A minha função é por os putos em cima dos trenós e atirá-los. Ai, como eu gosto deste trabalho! Estou a ficar parecida com um culturista! Mas é tão lindo vê-los a berrar, desta vez, de excitação... mas, aqui os paizinhos, não os querem deixar andar porque têm medo que eles se magoem. Santa paciência!
Pareço uma culturista porque tenho de empurrar crianças com dez anos mais pesadas que eu! Oh pá! O que é estes "piquenos" comem? Também não lhes posso dizer: "Olha, ó gigantone, és muito gorda/gordo para eu te empurrar! És maior que eu! E uma dieta, não?". Desconfio que eles comem farinha de engorda, caramba! Se eles me lessem os pensamentos, era despedida na hora!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Anónimo

Tenho um comentador anónimo no meu blog que age como um terrorista, ou seja, à má fila! Primeiro deixou comentários pouco agradáveis num post já antigo, respondi-lhe respeitadoramente, até que partiu para o ataque. Mas com tudo isto posso eu muito bem, só me falta é um bocado de tempo :-(...

Até aqui tudo fantástico, podem entreter-se a insultar a minha inteligência, estilo literário, gostos, viagens, tudo o que quiserem, só não podem é insultar os meus leitores/comentadores! Isso não!! Principalmente quando ele é a pessoa mais importante na minha vida, mais do que um namorado de 9 anos, um AMIGO! Não admito isto na minha vida pessoal e muito menos aqui na blogosfera!

Tenho um blog para me divertir, gosto muito que o leiam mas quem não quiser ou gostar não é obrigado a passar por aqui!

Isto tudo para vos dizer que, infelizmente, não me resta outra solução senão activar a moderação de comentários. Todos os comentários continuarão a ser publicados incluindo os que me insultarem seja de que forma for. Os únicos que serão vedados serão os que insultarem ou forem desagradáveis para os meus leitores e/ou comentadores.

Peço-vos desculpa, mas pelo menos para já vai ter de ser assim. Quando este senhor encontrar outro blog para se divertir, volta tudo à normalidade!

Obrigada por todas as vossas visitas e comentários.

P.S.- Alguém tem outra solução para quem não têm nada que fazer?