segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Nem relativizando...

Ao longo destes anos a viver comigo própria aprendi uma técnica para contornar os meus "achaques" de ansiedade, é quase uma terapia do desespero para utilizar em situações limite. Hoje foi um dia para a terapia ser utilizada. Ansiosa com o exame de Economia Portuguesa, sentia que se não corresse bem a minha vida estava acabada (uma situação limite imaginária portanto). Mas o que interessa é que desta vez nada parecia funcionar, não me cansei de me dizer:
"Tens uma vida fabulosa... cheia de amigos inteligentes... viajas como gostas... atinges todas as tuas metas... tens uma vida amorosa fantástica... não passas fome... fazes o que queres a que horas queres... tens o amor incondicional do teu cão... não te falta nada minha burra! O que importa um exame no meio disto tudo?? vais morrer por causa disso? já pensaste na desgraça que assistes todos os dias? já pensaste quantos dariam o cúzinho e um tostão para levar a vida que levas? Relativiza estúpida!!"
De repente, na estrada, um homem deitado atropelado... "Preferias isto, ó mal agradecida?"
Aquilo não estava mesmo a resultar, naquele momento preferi ser atropelada... Já não conseguia olhar-me por cima de mim própria. Estava a ser impossível afastar-me da minha situação por forma a analisá-la e perceber que comparada com tantas outras é meramente insignificante. Só pedia alguma coisa que me teletransportasse para longe do centro da minha ansiedade, nem que fosse trágica! Estava tão desesperada que nem sabia o caminho da faculdade, não parava de pensar que me faltava alguma coisa, um código, um decreto-lei, uma máquina de calcular...
Felizmente o resultado foi a vitória com treze valores... mas tenho de pensar numa nova técnica, esta está obviamente viciada!

16 comentários:

tavguinu disse...

tens alguma para andar de avião ?

looooooool

Francisca Correia disse...

Tavguinu:

Por casao tenho mas é muito pessoal. Passa por pensar que quando estou no avião estou a fazer o que mais me realiza: viajar. Então controlo-me com um: "Se morrer morro feliz!" e também me baseio em todas as estatísticas que dizem que morre mais gente nas estradas portuguesas do que na faxa de gaza e eu ando lá todos os dias e nunca me aconteceu nada, ou seja, não vai ser no avião que vai acontecer! Nunca optei pelo xanax... e tem resultado. Bjs

tavguinu disse...

pois eu nem de lexotan lá vou !

loool

Francisca Correia disse...

Tavguinu:

Já tentaste racionalizar esse medo? Pensares que andam milhares de aviões por dia e são em número infimo aqueles que caem? E k tal o lexotan e um whisky? Estou a ver que não há solução para ti! :P bjs

MajoLuan disse...

gostei imenso do post!!!! muitas vezes tb keria pensar assim mas axo ke dei-me levar por agua abaixo...

Francisca Correia disse...

Majoluan:

Como disse no post a técnica parece que deixou de funcionar mas quando funcionava, o seu segredo era observar a minha situação como uma situação pouco grave quando comparada com outras. Também pensava: "um dia vou rir-me disto tudo e pensar como estou a ser ridícula ao exponenciar este problema". Quando arranjar uma nova prometo partilha-la com os meus leitores. O importante é que estamos vivos, amanha é um novo dia, e tudo se resolve! :-)

Mulheka disse...

Então parabéns ;)
Vou tambem tentar pensar assim!!!

Nieh disse...

Quando estou numa dessas crises - Rrrrrrrr - começo a pensar noutras que tive em tempos e que hoje, não me dizem nada. Tornaram-se ridículas no meio de tanta coisa que se vai passando. Mas essa de vermos a nossa rica vidita de longe também é bestial. Pena que para ti viciou =|

Francisca Correia disse...

Crestfallen:

Ainda não tem nenhum comentário teu mas quando cá vieres fica o recado:
Chovem visitas ao meu blog depois daquela honrosa menção ao meu!
Obrigada :-)

Crestfallen disse...

Xiii, isso deve ser uma cadeira complicada de se fazer, visto ter as palavras "Economia" e "Portuguesa" na mesma frase.

Economia Portuguesa tem alguma coisa a ver com mitologia Grega, ou é tão utópica que não chega a ser mito?

Crestfallen disse...

Francisca Correia:

"Ainda não tem nenhum comentário teu mas quando cá vieres fica o recado:
Chovem visitas ao meu blog depois daquela honrosa menção ao meu!
Obrigada :-)"

Compra um chapéu de chuva!

Francisca Correia disse...

Quanto aos chapeus de chuva perco-os todos por isso ando sempre à chuva ou a fugir por entre abrigos. Quanto a Economia Portuguesa realmente não é uma cadeira difícil, normalmente só tens de dizer que Portugal não soube aproveitar determinadas oportunidades para se desenvolver economicamente. Mas qq um fica em pânico de estudar o fiasco desde 1910! Bjs

Daniela disse...

És uma maluca, porque sabes perfeitamente que és uma mulher (e) inteligente - 2 qualidades, portanto, com plenas capacidades de acabar um curso como este: as pessoas é q dramatizam, fazem do Direito um monte de dificuldades e nós caimos que nem patinhas!!! Cá esperamos pela sra Dra, pra ajudar a destabilizar aqueles palcos a que chamam "Trib." ;P.

iFrancisca disse...

Daniela:

Tu compreendes-me de certeza! Dizes isso porque já acabaste aquele porcaria e podes crer que no trib não me vais ver muitas vezes... já chega 5 anos! bjs

Daniela disse...

Isso é verdade... Confesso que vistas as coisas do "lado de fora" parecem-me agora muito mais fáceis. Mas quando sentimos a pressão dos exames, e ainda pior das orais, é realmente assustador!! De qq maneira, o q eu queria era dizer-te q és (somos) muito mais que um curso de direito e tenho cada vez mais a certeza disso! Por isso, força. E, claro, mais importante q isso, BOA VIAGEM com o teu mais-que-tudo! ;P.

iFrancisca disse...

Daniela:

Obrigado querida! Bjs grandes